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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Próximo lançamento: Muzungu Pululu, de Manuel Casqueiro






MUZUNGU PULULU
HOMEM BRANCO TRANSPARENTE


Em Muzungu Pululu, Manuel Casqueiro oferece aos leitores um novo olhar sobre a África — seus povos, suas histórias e suas culturas. Essa terra intensamente explorada por séculos e cujos filhos tanto sofreram. Primeiro, por conta da desumana escravidão e depois sob a tirania do colonialismo.
Manuel do Carmo Casqueiro, filho de pai português desterrado político e de mãe, dona de casa, de origem espanhola, nasceu em Bissau, capital da ex-colônia de Portugal, hoje República da Guiné-Bissau. Condenado mesmo antes de nascer, Manuel já viria ao mundo sem direitos, abrangido pela lei Colonial, que determinava que guineenses deveriam residir fora do perímetro da cidade, pois dentro dela somente os europeus podiam morar.
O livro narra histórias vividas, escutadas ou baseadas em acontecimentos sucedidos nos períodos colonial e pós-independência nesta terra tão explorada e sofrida.



“Então, numa tarde, vi essas apavorantes coisas acontecendo pela janela. Policiais brancos espancando negros. Gritos, tumulto. Tiros. (…) A partir dessa tarde as histórias contadas passaram a falar da realidade que pesava sobre nós. Seres humanos de segunda categoria, numa terra de oprimidos sem voz”.





“Esse profundo sentimento que ninguém me arrancou nem arrancará: minha africanidade”.
Manuel Casqueiro
Serviço: Lançamento do Livro Muzungu Pululu, de Manuel Casqueiro
Data: 14/09/2013
Horário: 19 horas
Local: Espaço Armazém da Cultura – Rua Jorge da Rocha, 154, Aldeota
Contato: 3224.9780

segunda-feira, 13 de junho de 2011

A Eugenia e o Mito da Superioridade Racial Branca Racismo no Brasil Moderno



por: Carlos Vinicius Frota de Albuquerque

mestrando em Sociologia pela Universidade Federal do Ceará e graduado em Ciências Sociais pela Universidade Estadual do Ceará


1. Introdução
O Brasil, ao longo do século XIX, era tido como um locus privilegiado para pesquisas, tendo sido visitado por diversos viajantes naturalistas europeus. No entanto, a partir da década de 1870, um ideário cientificista começa a ganhar força no Brasil, deixando este de ser apenas um objeto de pesquisa, e passando a apresentar-se como uma nação que valorizava a produção científica. Uma elite intelectual brasileira, com base em uma racionalidade positivista, buscava pensar a organização das populações dos centros urbanos, passando a se congregar a partir de instituições de pesquisa e de ensino.
O regime escravocrata encontrava-se fragilizado, ganhando força a campanha abolicionista. A abolição era vista como uma necessidade para que o Brasil se integrasse à modernidade. A aproximação do fim da escravidão, que veio a se concretizar em 1888, tornava, para a elite dirigente, central a preocupação com a substituição da mão de obra e a conservação da hierarquia social. Em meio a este contexto, as teorias raciais se apresentavam enquanto modelo teórico nas definições acerca da identidade do brasileiro e na busca de elucidação dos problemas do país.

A desigualdade racial é uma construção social e epistemológica, em torno da qual se estrutura um sistema de poder socioeconômico, de exclusão e exploração. A racionalidade moderna surgiu no Brasil embebida em uma ciência positivista, tendo como traço marcante o determinismo biológico das teorias eugenistas. O negro viu-se submetido a situações de pauperização e anomia social, não tendo tido condições de acompanhar o processo de expansão urbana que se desenvolvia e sendo submetido a processos de não-existência.
Com a introdução no Brasil de um ideário cientificista, começa a haver nas grandes cidades a adoção de programas de saneamento e de higienização. “Tratava-se de trazer uma nova racionalidade científica para os abarrotados centros urbanos, implementar projetos de cunho eugênico que pretendiam eliminar a doença, separar a loucura e a pobreza.” (Schwarcz, 1993: 34) A medicina social ganha destaque tendo como preocupação central a degeneração da raça.
Para este contexto, a noção de biopoder, de Michel Foucault, apresenta-se como central. Foucault analisa como a partir do surgimento do Estado governamentalizado prioriza-se todo um conjunto de saberes e dispositivos de segurança que se ocupam do controle das populações, porém convivendo com mecanismos jurídico-legais e mecanismos disciplinares. A vida biológica converte-se então em objeto do governo. O biopoder apresenta-se como poder sobre a vida e sobre a morte. Aqui o direito do soberano de fazer morrer e deixar viver é substituído pelo poder de fazer viver e deixar morrer. Também se faz fundamental a discussão proposta por Foucault em torno do racismo de Estado, que aparece no século XIX. Em um contexto de guerra das raças, o Estado terá como objetivo garantir a integridade e a pureza racial da população. O exercício do poder torna-se da ordem da normalização, desempenhando a medicina importante papel.


Este artigo tem o propósito de discutir a eugenia e o racismo no Brasil, ao longo do final do século XIX e início do século XX, a partir da noção de biopoder em Michel Foucault. Para isto, partimos de um levantamento bibliográfico, utilizando uma literatura sobre a eugenia e o saber médico produzido no Brasil entre as décadas de 1870 e 1930 e o papel desempenhado por este junto à sociedade. Demonstraremos como estes discursos de saber-poder legitimaram intervenções para o controle das populações nos grandes centros urbanos brasileiros, introduzindo uma divisão binária na sociedade, encarnada no racismo.

CONTINUA AQUI: http://www.4shared.com/document/KFRxvkXB/A_Eugenia_e_o_Mito_da_Superior.html?

sábado, 21 de maio de 2011

VIII Semana de África


Prezados,

A Associação dos Estudantes Africanos no Ceará - AEAC convida a todos
a participar das atividades e festividades da VIII Semana de África, a
decorrer entre os dias 21 de Maio a 11 de Junho.



Associação de Estudantes Africanos no Ceará - AEAC
CNPJ: 11.159.591/0001-60
Rua Júlio César, 1359
Bairro Damas
CEP: 60425-350 Fortaleza-CE