terça-feira, 11 de dezembro de 2012

RESUMO: A DISTINÇÃO de PIERRE BOURDIEU



Na semana passada apresentei o livro “Distinção: Uma Crítica Social do Julgamento
do Gosto” (1979), de Pierre Bourdieu. Neste livro Bourdieu descreve a situação da
classe média no mundo moderno, focando na burguesia francesa, através dos seus
gostos e preferências. Segundo ele, no nosso cotidiano nós constantemente escolhemos
entre aquilo que achamos ser esteticamente prazeroso e aquilo que achamos ser pura
“moda”, ou é feio, ou cafona!
Mais salientemente, Bourdieu nos ensina que as diferentes escolhas que as pessoas
fazem são todas elas distinções, ou seja, escolhas feitas em oposição àquelas feitas por
pessoas de outras classes. Para ele o mundo social funciona como um sistema de
relações de poder e como um sistema simbólico, em que distinções de gosto se tornam a
base do julgamento social.
Neste sentido é fundamental entender sua visão espacial da sociedade. Para Bourdieu o
“espaço social” é hierarquizado pela desigual distribuição de diferentes capitais, e a
descrição da sociedade em termos de “espaço social” permite enfatizar a dimensão
relacional das posições sociais. Deste modo, as diferentes formas de capital que
permitem estruturar o espaço social e que definem as oportunidades na vida são o
capital econômico, o capital cultural, o capital social e o capital simbólico.
Segundo Bourdieu, a sociedade é formada por um conjunto de “campos sociais” (tais
como o campo acadêmico, o campo do direito, o campo desportivo, etc.), mais ou
menos autônomos, atravessados por lutas entre classes. Para ele, o mundo social é
também  o lugar de um processo de diferenciação progressiva. A evolução das
sociedades tende a fazer com que apareçam universos, áreas (campos) produzidos pela
divisão social de trabalho. Assim, os campos não são espaços com fronteiras
estritamente  delimitadas, totalmente autônomas. Eles se articulam entre si, e a forma
como se articulam compõe o universo de socialização.Ao caracterizar um processo de estruturação social, Bourdieu introduz o seu conceito de
habitus de classe e o relaciona ao seu entendimento de classe social. Para Bourdieu,
classe social deve ser tratada em relação não com o indivíduo ou com uma população
(i.e., um agregado de indivíduos), mas sim com o habitus de classe, que é definido
como um sistema socialmente constituído de disposições  (tendências, aptidões,
inclinações, talentos) que orientam pensamentos, percepções, expressões e ações.....

LEIA O RESUMO NA INTEGRA AQUI=>http://www.creativante.com.br/download/Gosto3.pdf

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