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quinta-feira, 12 de julho de 2012

Remédios de baixa qualidade aprovados pela OMS são vendidos em países pobres


WASHINGTON, 10 Jul 2012 (AFP) - Uma proporção significativa dos tratamentos e antibióticos vendidos principalmente na África e aprovados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) não contém a dosagem adequada, e apresenta sérios problemas de qualidade, afirmam dois estudos publicados nesta terça-feira, 10.

Duas pesquisas publicadas na revista "Research and Reports in Tropical Medicine" sugerem que problemas no processo de fabricação, mais do que falsificações, podem estar entre as causas desta queda de padrão de remédios destinados a países de baixa e média receita.

Até 8% dos remédios contra a malária aprovados pela OMS não contêm a dosagem adequada, ou potencializam a resistência ao tratamento.

Os remédios de fabricação inadequada e as falsificações são alguns dos grandes problemas mundiais, principalmente no momento em que surgem sinais de resistência crescente à artemisinina, principal tratamento contra a malária, doença que, segundo a OMS, matou 655 mil pessoas em 2010.

Um estudo testou 104 medicamentos à base de artemisinina em farmácias de Gana e Nigéria, oferecidos pela iniciativa Medicamentos Acessíveis contra a Málária, do Fundo de Luta Global contra a Aids, criado para ampliar o acesso aos tratamentos. Oito remédios continham doses significativamente baixas de artemisinina, ou menos de 75%, segundo os autores do estudo.

Outro estudo, envolvendo 2.652 medicamentos essenciais, entre eles remédios para malária, tuberculose e infecções bacterianas, constatou que o nível de falha entre os produtos aprovados pela OMS era de 6,8%. As amostras eram originárias de África, Índia, São Paulo, Moscou, Bangcoc, Istambul e Pequim.

O índice mais alto de falhas, ou 17,65%, foi constatado nos produtos chineses aprovados pela OMS, aponta o estudo. Os pesquisadores afirmam que a organização abriu uma investigação.

Fonte:
http://www.opovo.com.br/app/maisnoticias/mundo/2012/07/11/noticiasmundo,2876147/afp-remedios-de-baixa-qualidade-aprovados-pela-oms-sao-vendidos-em-p.shtml

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quarta-feira, 27 de junho de 2012

Reposta para o artigo "A compreensão dos fatos e a legitimidade do governo paraguaio"




ARTIGO DE JOÃO BOSCO MONTE
-A compreensão dos fatos e a legitimidade do governo paraguaio.
http://www.opovo.com.br/app/colunas/mapa-mundi/2012/06/26/noticiasmapamundi,2866648/a-compreensao-dos-fatos-e-a-legitimidade-do-governo-paraguaio.shtml 


 Caro João Bosco Monte

Acho que o senhor se equivocou
Só porque algo é legal (lícito) não significa que seja legítimo.
Como bem sabemos, legalidade e legitimidade são conceitos que nem sempre andam juntos.

Um exemplo: o Estado legalmente pode expropriar imóveis, mas não é legítimo que exproprie sem que seja pelo bem coletivo.
Um outro exemplo do que falo pode ser a primavera árabe, onde os movimentos sociais são legítimos pois possuem o reconhecimento de sua causa junto à população, mas não são legalizados pelo Estado, se tornando então "criminosos".

A vontade de uma elite politica local pode ser legalizada, mas não representa a vontade da maioria da população, portanto não é legítima.

Fernando Lugo foi vítima de um processo kafkaniano, do tipo sem direito de defesa, sem saber do que era acusado e sem possibilidade de julgamento justo.

O senhor foi no mínimo complacente com a elite econômica e tendencioso na análise. Uma pena... 

Atenciosamente



Pedro Jorge Chaves Mourão
Mestre em Sociologia pela Universidade Federal do Ceará.
Pesquisador do Laboratório de Estudos sobre Política, Eleições e Mídia (LEPEM-UFC)Pesquisador do Grupo de Pesquisa sobre Cultura e Política (GeCP-UECE)  
Sociólogo MTB nº372/CE


POST SCRIPTUM:

Olha só  
http://pt.wikipedia.org/wiki/Legitimidade  e  http://pt.wikipedia.org/wiki/Legalidade 
Não precisamos ir muito longe para saber que Legitimidade não é legalidade, isso até o wikipedia sabe.
Mas acho que ele deve estar errado e eu também. 
Eu  li algumas notícias sobre a repercussão no Paraguai do Impeachment do Lugo, e agora compartilho com vocês.
Eis algumas notícias que podemos ter acesso daqui mesmo:

-A saída do Paraguai do mercosul vai ser muito boa pra eles que já tem uma economia muito superior a do restante da América Latina, com certeza. ¬¬

-O país está muito bem obrigado, o povo está até pensando em destituir seus representantes após o último evento.

3-O Diário Popular saiu do ar- http://www.diariopopular.com.py/?q=titulares
-E um dos jornais de maior circulação de lá está fora do ar misteriosamente... 
Fora as outras maravilhosas notícias que ainda não chegaram a nós.
É  no Paraguai está indo tudo de vento em poupa mesmo, "estava tudo na normalidade".
Acho que vou ter que jogar fora meu diploma porque análise política não é muito a minha praia :(

Abraços.

Aqui vai o link do referido artigo:
http://www.opovo.com.br/app/colunas/mapa-mundi/2012/06/26/noticiasmapamundi,2866648/a-compreensao-dos-fatos-e-a-legitimidade-do-governo-paraguaio.shtml 



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segunda-feira, 18 de junho de 2012

Livro defende que ciências sociais são reféns de conceitos teóricos


caba de sair, pela editora Topbooks, um livro capaz de balançar o coreto acadêmico das ciências sociais.
Provocativo desde o título, "O Fetichismo do Conceito", do sociólogo Luís de Gusmão, 56, professor da UnB (Universidade de Brasília), cutuca vacas sagradas da sociologia e da história ao defender que a pesquisa nessas áreas, especialmente na primeira, é escrava dos conceitos teóricos e descolada da vida real.
O uso de linguagem obscura e de jargões inúteis é colocado pelo autor como sintoma dessa veneração a termos herméticos, cunhados para resumir sistemas de pensamento considerados novos.
Gusmão puxa a orelha de mitos universais da academia, como o francês Pierre Bourdieu (1930-2002) e o alemão Jürgen Habermas, e espeta brasileiros célebres como Florestan Fernandes (1920-1995) e Sérgio Buarque de Holanda (1902-1982).
A reportagem é de Fabio Victor, publicada na edição deste sábado (16) da Folha. Aíntegra do texto está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha.
Carolina Daffara/Editoria de Arte
OS ALVOS DE GUSMÃO Acadêmicos criticados em "O Fetichismo do Conceito"
OS ALVOS DE GUSMÃO Acadêmicos criticados em "O Fetichismo do Conceito"
Fonte:  http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1105479-livro-defende-que-ciencias-sociais-sao-refens-de-conceitos-teoricos.shtml





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quinta-feira, 10 de maio de 2012

AFINAL, QUANTAS PESSOAS TRABALHAM NA ONU….


Jamil Chade

Nesta semana, em um almoço entre empresários em Genebra, fui colocado ao lado de um dos diretores de uma das maiores empresas de consultoria do mundo. Por sete anos ele foi um dos encarregados de propôr e tentar implementar uma reforma da administração da ONU. Além das histórias geniais que contou sobre o funcionamento das Nações Unidas, o consultor revelou que seu trabalho, na realidade, começou com uma pergunta simples: quantas pessoas trabalham na ONU.
Mas o que parecia ter uma resposta óbvia levou anos para ser decifrada. Em Genebra, o prédio da ONU é o símbolo de um sonho. Alí estão depositadas as esperanças de milhares de pessoas, de que conflitos serão solucionados, que a pobreza seja superada e que o bem-estar seja conquistado por todos. Confesso que não vejo o mundo sem o trabalho da ONU.
Mas o edifício conta com um outro lado. A ONU, ao ser o espelho de governos de todo o mundo, é também a síntese de toda a burocracia mundial. E o pior de cada burocracia. Em doze anos percorrendo os corredores da entidade como correspondente, confesso que sinto a mesma frustração do consultor que se sentou ao meu lado: afinal de contas, quantas pessoas trabalham na ONU. E o que de fato fazem.
Uma opção para ter uma resposta seria chegar pela manhã e avaliar o número de pessoas entrando no edifício. O problema é que não há “ponto” e horários são “flexíveis”, principalmente em dias depois de feriados. Uma boa opção é esperar até as 10am, quando as lanchonetes do edifício ficam lotadas com funcionários, ávidos por um café. Outra opção é ainda a cafeteria, que serve almoço entre meio-dia e duas da tarde e também está lotada, sempre. A última opção é ainda esperar até as 6pm. Mas, nesse horário, a maioria dos funcionários já deixou o edifício e os corredores estão vazios.
Questionar o que cada um faz dentro do monstruoso edifício é ainda mais problemático, isso sem contar com perguntas relacionadas ao orçamento. Na FAO, em Roma, 60% do orçamento da entidade é usado para pagar os funcionários na capital italiana. O restante, claro, é usado para combater a fome no mundo, que atinge 1 bilhão de pessoas. Há alguns anos, um diretor-geral da ONU em Genebra causou um mal-estar ao tomar posse. Insistia que a frota de carros que o servia não era adequada e mandou comprar novos carros de luxo. Especificou que queria um certo modelo, que ficava acima do orçamento disponível. Misteriosamente, o orçamento foi modificado e seu carro chegou dias depois.
Fui surpreendido no domingo passado, no aeroporto de Genebra, ao ver que um dos motoristas de uma missão latino-americana aguardava alguém no setor de desembarque, uniformizado, como manda o protocolo. Fui querer saber quem estava chegando. A resposta foi a mais óbvia: o embaixador daquele país, que havia passado o fim de semana fora da cidade a passeio. Na realidade, nunca entendi porque em Genebra, uma cidade de 300 mil habitantes, embaixadores precisam de motoristas. Mas, enfim, por algo será.
Na Organização Mundial de Propriedade Intelectual, o ex-diretor foi pego construindo uma piscina em sua mansão em Genebra. Documentos revelados pelo Wikileaks mostraram como os gastos da missão da ONU no Haiti nunca foram plenamente esclarecidos, principalmente os recibos suspeitos de gasolina nos carros oficiais. No Fundo Global contra a Aids, uma auditoria mostrou no ano passado como governos desviaram dinheiro que seria usado para tratar pacientes. Como eu disse, a ONU não passa de uma síntese das burocracias mundiais.
Há poucos anos, a ONU resolveu renovar uma de suas salas de reunião e gastou US$ 30 milhões para isso, em uma única sala, hoje chamada de catedral (ver foto).
Peço ao leitor que não me classifique como alguém que quer ver o fim da ONU, como os neo-conservadores americanos. Muito pelo contrário. O mundo precisa de uma ONU forte, profissional e competente. Mas, para isso, muito terá de ser mudado.
As limitações não são apenas administrativas. Seu histórico nos últimos dez anos revela um cenário de calamidade diplomática. A entidade foi ignorada pelos americanos na guerra do Iraque, ignorada por iranianos e norte-coreanos no desenvolvimento de programas nucleares, foi ignorada pela Rússia na Chechênia, pelo Sri Lanka (com a ajuda do Brasil), pela OTAN na Líbia e em tantas outras crises. Os responsáveis disso tudo: os próprios governos, que operam dentro da entidade manobras políticas constantes, o que não deveria ser uma surpresa para ninguém. Há uns anos, Ban Ki Moon me confessou: seus discursos são aguados. Uma obviedade diante das limitações que governos o colocam.
Mais uma chance está sendo dada à ONU mostrar sa relevância na crise na Síria. Kofi Annan, o mediador, faz questão de não desistir, mesmo se admite que seu plano de paz avança “centímetros”, e não metros.
Se a ONU espera ser ponto de referência no mundo, governos precisam de fato mudar suas atitudes. Mas a administração da entidade também precisa passar por uma reforma profunda e atuar como se resultados tivessem de ser apresentados a acionistas, que no caso são os cidadãos de todo o mundo.
Por enquanto, isso também não passa e um sonho, como o da redução da pobreza e paz mundial. Ah sim…, respondendo à pergunta inicial. Aquele consultor, ao final de sete anos de trabalho, finalmente acredita que descobriu quantas pessoas trabalham na ONU: metade.


http://blogs.estadao.com.br/jamil-chade/2012/05/04/afinal-quantas-pessoas-trabalham-na-onu/

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segunda-feira, 7 de maio de 2012

24 Falacias para ganhar (ou perder) discussões políticas


O filósofo, matemático e cientista americano Charles Sanders Peirce fala que as lógicas são “ferramentas para o raciocínio correto”.
Não sou nenhum grande entendido sobre o assunto, mas acho lógica um assunto fascinante. O pouco que conheço e observo já acaba sempre sendo muito útil em conversas, diálogos, em qualquer ocasião que peça algum tipo de análise, construção e exposição de raciocínio ou argumentação.
Agora, quando falamos “construção e exposição de raciocínio ou argumentação“, isso pode ficar parecendo uma coisa meio séria, sisuda, de professor de filosofia ou discussões inflamadas entre ateus e crentes na internet. Mas a verdade é que fazemos isso o tempo todo. As lógicas são o próprio esqueleto que torna as linguagens (dos idiomas à matemática, passando, e muito, por tecnologia da informação) possíveis.
Como de fato dependemos disso pra nos relacionarmos uns com os outros, para nos fazer entender claramente, melhorar nossa forma de pensar e para resolvermos as coisas práticas da vida, pode ser bem útil conhecer e entender estes processos, ainda que superficialmente.

Platão, Sócrates e Aristóteles estão sempre prontos para uma boa argumentação
Já demos algumas pinceladas sobre o tema aqui no PapodeHomem, mencionando algumas das famosas falácias de lógica argumentativa – que são um capítulo específico dentro do tema, mas que tem aplicações bem práticas. E estamos também preparando um novo material, bem completo, tratando não só de lógica, mas das noções de debate, diálogo e conversação, que são temas relacionados, igualmente ricos, complexos e comumente pouco explorados.
Agora achei o site Thou Shalt Not Commit Logical Fallacies, o mais simpático que já vi sobre o assunto. Ele lista as 24 falácias mais comuns, em linguagem simples, com exemplos engraçadinhos, e tem até um pôster para você baixar em PDF, mandar imprimir na gráfica e colar na parede. Tudo de graça.
Como em português o material sobre isso é escasso, e esse é um conhecimento bem importante quando se quer travar diálogos e debates saudáveis, resolvemos fazer um esforço extra e traduzir todo o conteúdo do Thou Shalt Not… para disponibilizar aqui.
Abaixo, 24 das mais comuns falácias lógicas argumentativas. A numeração não indica nenhum tipo de hierarquia entre elas, é apenas para facilitar futuras referencias a exemplos específicos.
Leia, entenda e não as use.

1. Espantalho

Você desvirtuou um argumento para torná-lo mais fácil de atacar.
Ao exagerar, desvirtuar ou simplesmente inventar um argumento de alguém, fica bem mais fácil apresentar a sua posição como razoável ou válida. Este tipo de desonestidade não apenas prejudica o discurso racional, como também prejudica a própria posição de alguém que o usa, por colocar em questão a sua credibilidade – se você está disposto a desvirtuar negativamente o argumento do seu oponente, será que você também não desvirtuaria os seus positivamente?
Exemplo: Depois de Felipe dizer que o governo deveria investir mais em saúde e educação, Jader respondeu dizendo estar surpreso que Felipe odeie tanto o Brasil, a ponto de querer deixar o nosso país completamente indefeso, sem verba militar.
***

2. Causa Falsa

Você supôs que uma relação real ou percebida entre duas coisas significa que uma é a causa da outra.
Uma variação dessa falácia é a “cum hoc ergo propter hoc” (com isto, logo por causa disto), na qual alguém supõe que, pelo fato de duas coisas estarem acontecendo juntas, uma é a causa da outra. Este erro consiste em ignorar a possibilidade de que possa haver uma causa em comum para ambas, ou, como mostrado no exemplo abaixo, que as duas coisas em questão não tenham absolutamente nenhuma relação de causa, e a sua aparente conexão é só uma coincidência.
Outra variação comum é a falácia “post hoc ergo propter hoc” (depois disto, logo por causa disto), na qual uma relação causal é presumida porque uma coisa acontece antes de outra coisa, logo, a segunda coisa só pode ter sido causada pela primeira.
Exemplo: Apontando para um gráfico metido a besta, Rogério mostra como as temperaturas têm aumentado nos últimos séculos, ao mesmo tempo em que o número de piratas têm caído; sendo assim, obviamente, os piratas é que ajudavam a resfriar as águas, e o aquecimento global é uma farsa.
***

3. Apelo à emoção

Você tentou manipular uma resposta emocional no lugar de um argumento válido ou convincente.
Apelos à emoção são relacionados a medo, inveja, ódio, pena, orgulho, entre outros.
É importante dizer que às vezes um argumento logicamente coerente pode inspirar emoção, ou ter um aspecto emocional, mas o problema e a falácia acontecem quando a emoção é usada no lugar de um argumento lógico. Ou, para tornar menos claro o fato de que não existe nenhuma relação racional e convincente para justificar a posição de alguém.
Exceto os sociopatas, todos são afetados pela emoção, por isso apelos à emoção são uma tática de argumentação muito comum e eficiente. Mas eles são falhos e desonestos, com tendência a deixar o oponente de alguém justificadamente emocional.
Exemplo: Lucas não queria comer o seu prato de cérebro de ovelha com fígado picado, mas seu pai o lembrou de todas as crianças famintas de algum país de terceiro mundo que não tinham a sorte de ter qualquer tipo de comida.
***

4. A falácia da falácia

Supor que uma afirmação está necessariamente errada só porque ela não foi bem construída ou porque uma falácia foi cometida.
Há poucas coisas mais frustrantes do que ver alguém argumentar de maneira fraca alguma posição. Na maioria dos casos um debate é vencido pelo melhor debatedor, e não necessariamente pela pessoa com a posição mais correta. Se formos ser honestos e racionais, temos que ter em mente que só porque ...


quarta-feira, 2 de maio de 2012

Política + Socialites + mídia = humor involuntário


Traídas. É assim que se sentem as integrantes do grupo Ação em Cidadania – composto por mulheres da alta roda de São Paulo – em relação ao senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO, hoje sem partido). “Para nós, era um símbolo”, disse Sileni Rolla, na reunião promovida na última quarta (25), no Jardim Paulista.
Na ocasião, o grupo convocou a imprensa para registrar os telefonemas das integrantes para gabinetes do STF (Supremo Tribunal Federal) numa tentativa de fazer pressão para que omensalão seja julgado ainda neste semestre.
“Temos que ficar em cima porque a população esquece”, lamentou a advogada Raquel Alessandri, sobre a falta de acompanhamento dos casos de corrupção. “É só perguntar para as empregadas que a gente já sabe que a população tem outras preocupações”, exemplificou.
Lideradas pela psicanalista lacaniana Maria Cecília Parasmo, as mulheres tentaram falar com o atual presidente da corte, Carlos Ayres Britto, e com ministro Joaquim Barbosa – chamado eventualmente de Ruy Barbosa por Maria Cecília. Nenhum deles atendeu.
Ainda assim, o vídeo abaixo merece ser assistido. Vale cada segundo. Seja como material de estudo social, seja como comédia involuntária



"Socialite tem uma conotação assim... de mulher que não tem mais nada pra fazer, a não ser ficar e querer aparecer na mídia e ser assunto de mídia." (Maria Cecília Parasmo - Psicanalista)

Categorização perfeita!!! Nem Karl Marx teria feito melhor....


Via kibe loko

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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

PELA REINTEGRAÇÃO IMEDIATA DO COMPANHEIRO MACARRÃO, DEMITIDO POLITICO!



A luta dos professores estaduais foi uma das lutas mais importantes do Ceará no ano de 2011. A batalha pelo piso nacional do magistério (Lei 11.738) repercutindo na carreira (Lei 12.066), foi puxada por toda uma nova geração de professores recém-ingressos por concurso ou por contrato temporário.
Os professores passaram por diversos desafio em sua luta e tiveram que encarar a direção pelega do sindicato da categoria, dirigida pelo governismo do PT, e também a truculência do governo Cid Gomes/PSB. Frente a inoperância do direção do sindicato, os professores articularam-se nos Zonais, organismos de base que reúnem professores de uma determinada área, rearticulando a capacidade de organização da categoria. E perante as agressões do governo estadual demonstraram força numa série de combates e tentativas de ocupações que gerou o acampamento na Assembleia Legislativa(28/09)
O camarada Macarrão é professor temporário da EEFM Estado do Pará e um dos que estiveram na linha de frente da greve. O companheiro também possui militância no movimento popular(MLDM) contra as remoções da Copa de 2014. A sua demissão tem um claro objetivo político.
Recentemente o professor Macarrão, após sua aula na manhã do dia 06/01, foi informado pelo núcleo gestor da sua escola, que na manhã anterior havia ocorrido uma reunião na SEDUC onde a superintendente informou ao núcleo gestor que o queria demitido naquele mesmo dia. O núcleo intercedeu, porém a superintendente permaneceu irredutível A justificativa dada foi o fato do professor ter participado de manifestações estudantis na EEFM José de Alencar e no EEFM 2 de Maio. Numa clara perspectiva de retaliação/perseguição e demissão politica.
Este tipo de retaliação já é algo esperado, ainda mais para um professor de contrato temporário que está na condição de precarização. A precarização do trabalho docente, via contrato temporário, faz parte do mecanismo sui gênesis do neoliberalismo: a) a superexploração do trabalho; b) A desorganização sindical e a destabilização politica, tendo em vista a facilidade de demissão de trabalhadores sobre esse regime de contrato.
O professor Macarrão é temporário, e na rede estadual, o professor temporário não tem nenhum direito assegurado. Assina o contrato sem ter acesso a nenhuma via do mesmo, não tem carteira assinada, não tem direito ao vale refeição, tampouco direito de sindicalização. Entendemos que o professor temporário executa o mesmo serviço que o efetivo, assim, por ter os mesmos deveres deve ter os mesmos direitos.
Neste pós greve temos o agravante do fato de que o governo Cid Gomes/PSB querer colocar o professor temporário que fez greve para repor aulas sem salário. Entendemos que a greve foi uma necessidade do trabalhador em educação de parar suas aulas por falta de condições de trabalho, assim o único culpado da greve do estado foi Cid Gomes/PSB que agora quer penalizar os professores temporários.

Tanto efetivos quanto temporários demostraram disposição de luta neste processo. A SEDUC, partiu para uma série de retaliações, como assédio moral nos locais de trabalho e estudo contra estudantes que participaram da luta, como os professores que estiveram na linha de frente da greve., bem como a proibição de usarem a escola como espaço de reunião numa clara demonstração de cerceamento da liberdade de pensamento e de reunião. O governo estadual usou da repressão física nas manifestações, como na ocupação da Assembleia Legislativa. E quando essas táticas de coação não se mostraram capazes de conter o ânimo de luta da categoria, usa-se agora da demissão aos professores que estiveram a frente da greve. A perseguição aos professores de luta se aprofundou com a demissão do camarada Macarrão. E é um indício de uma "caça as bruxas" na categoria.
O que CID/SEDUC estão fazendo para além da perseguição politica, é dar:  a) uma lição na categoria, que entrou em greve e desafiou o Governo; b) Um aviso para que os futuros combatentes pensem duas vezes antes de se organizarem e enfrentarem esse Governo. c) Que a APEOC cada vez mais mostra-se do lado do governo contra os professores, merecendo toda a denuncia e combate.
A demissão do camarada Macarrão é uma lição que CID/SEDUC/APEOC dão aos professores combativos e/ou temporários que enfrentaram o Governo. É necessário reverter esse quadro, dando uma lição no Governismo, demonstrando que nenhum companheiro pode ser demitido por motivos políticos, É preciso reintegrar o companheiro ao seu posto de trabalho.
É muito importante, que nesse momento todos os professores convoquem os estudantes a encaparem essa luta, pois essa luta é de todos.
As Oposições/Movimentos/Sindicatos que quiserem se somar assinando esta nota enviar para o e-mail da OCE: oposicaoeducacaoce@gmail.com
NENHUMA AGRESSÃO SEM RESPOSTA!

MEXEU COM UM, MEXEU COM TODOS!

UMA SÓ CLASSE, UMA SÓ LUTA!