quinta-feira, 1 de abril de 2010

Índio, Antropologia e Cinema

Lendo um projeto de um colega de Mestrado de Sociologia, Gabriel Aguiar de Andrade, observei que ele cita um Projeto social intitulado "Vídeos nas Aldeias". Por achar este trabalho de grande importância para o desenvolvimento da cultura e da ciência, apresento aqui os links para quem tiver interesse de pesquisar e conhecer a temática.


Site do Projeto "Vídeos nas Aldeias": http://www.videonasaldeias.org.br/2009/index.php

Canal do Projeto no Youtube: http://www.youtube.com/user/VideoNasAldeias



Postado por Helena Barbosa, aluna do 1º semestre do Curso de Ciências Sociais da UFC.

PLANOS DE AULA para professores de Sociologia

Fazendo uma pesquisa na internet, sem querer encontrei esse site da revista Nova Escola.
Descobri um item onde podemos baixar vários planos de aula de diversas disciplinas e inclusive a nossa.
Fica a dica!!!
http://revistaescola.abril.com.br/planos-de-aula/





AQUI VAI SÓ UM DELES PRA VOCÊS DAREM UMA OLHADA:



O poder da imagem


Objetivos
Identificar transformações históricas nas formas de percepção do ambiente; entender a importância e a primazia social da imagem em época de globalização

Conteúdos
Transformações da percepção na modernidade: a supremacia social da imagem

Tempo estimado:Duas aulas

IntroduçãoDurante muitos séculos, a tradição cultural do ocidente esteve assentada na forte valorização da palavra e no prestígio da Literatura e da Filosofia. Entretanto, no século 20, com a difusão de meios expressivos fundamentalmente imagéticos – fotografia, cinema e televisão – houve um forte abalo nessa tradição cultural.

A imagem adquiriu uma importância sem precedentes na vida cotidiana de grande parte da população mundial. Essa mudança atingiu o território da arte, possibilitando o aparecimento de artistas como Andy Warhol – personagem de reportagem publicada em VEJA. Com base no texto da revista e neste plano de aula, reflita com seus alunos sobre a importância da imagem na sociedade atual.
Atividades
1ª aula Para começar a aula, proponha à turma um exercício. Peça que os alunos imaginem um habitante de uma pequena vila no início do capitalismo e que façam uma lista com possíveis imagens que ele costumava observar em seu cotidiano. Em seguida, peça que repitam o exercício com um cidadão que vive em uma grande metrópole na atualidade. A quantidade e a qualidade de estímulos visuais a cada um é a mesma?

Os estudantes devem perceber que o olhar de alguém que vive nas grandes metrópoles de hoje tem de ser mais atento e ativo, já que ele é forçado a captar, em um tempo cada vez menor, inúmeros estímulos provenientes da realidade social. Chame a atenção da turma para as transformações pelas quais o olhar passa conforme aumenta a velocidade das mudanças, e explique que a percepção visual tem se modificado no decorrer da história, ao mesmo tempo em que a imagem ganha importância na sociedade.

Conte à classe que, até o século 19, apenas a palavra escrita podia ser objeto de reprodução técnica, sendo difundida pela imprensa para a população leitora. Com o aparecimento das novas técnicas de reprodução mecânica da imagem, no início do século 20, esta adquiriu novo status no universo da comunicação. Explique que a difusão massiva das imagens fez com que elas deixassem de estar confinadas ao reino das artes plásticas – no qual eram vistas como objetos de culto – para invadirem a vida cotidiana. Como defendia o filósofo alemão Walter Benjamin, as imagens adquiriram um novo valor de uso: o “valor de exposição” ou de proximidade.

Pergunte à moçada quais as consequências desse fenômeno para a vida cultural. Ouça as respostas e complemente explicando que, à medida que os jornais passaram a ser ilustrados, as imagens ganharam status de fonte de informação, utilizadas, muitas vezes, em maior escala que os textos escritos. Comente, ainda, que outros fatos – como a difusão do cinema – contribuíram para alterar a relação das massas com a cultura, criando condições favoráveis para uma recepção positiva das imagens em todas as áreas.

Explique que a imagem vem ganhando força até os dias atuais. Com o aparecimento de diversos produtos destinados à comunicação – como computadores, telefones celulares, aparelhos de DVD –, ela passou a ser divulgada em fluxo contínuo, de modo a invadir tanto o universo do trabalho quando o do entretenimento. Atualmente, a imagem penetra amplamente em todos os momentos de vida humana, fazendo com que o cidadão se torne um receptor constante da comunicação visual.

Mostre à turma que esse fato altera nossos hábitos e percepções, e termine a aula questionando se essas transformações indicam uma supremacia da imagem em relação à palavra. É possível afirmar que estamos diante do aparecimento de uma cultura menos verbal ou conceitual e mais imagética? Ou, em outras palavras, pode-se concluir que a imagem passou a rivalizar com a palavra?

2ª aula
Entregue à turma cópias da reportagem “Andy Warhol: a imagem é tudo”, publicada em VEJA, e comente que o artista é um ótimo exemplo da importância da imagem no mundo contemporâneo. Proponha que os alunos identifiquem no texto passagens que confirmem essa afirmação e peça que discutam como a imagem publicitária foi usada por Warhol para criar suas obras.

Explique à classe que o artista utilizou representações muito conhecidas na vida cotidiana e na cultura de massas do capitalismo para fazer arte e, com isso, colocou em debate a importância e o prestígio social da imagem no mundo contemporâneo.

Peça que a turma preste atenção à seguinte frase apresentada na reportagem: “na sociedade atual, pessoas, eventos e produtos dependem da projeção contínua de sua imagem nos meios de comunicação para 'existir' aos olhos do público”. Pergunte à moçada o que o autor quis dizer com essa afirmação. Ouça as respostas e conclua com eles que a supremacia e a onipresença da imagem colocam novas exigências para quem quer tornar um produto ou uma marca conhecido. Se, até mais ou menos 1950, a publicidade era eminentemente verbal e veiculada preferencialmente em jornais, atualmente ela só é eficaz se for imagética e difundida pelos poderosos meios de transmissão de imagens, como o cinema, a televisão e a internet.

Comente com a moçada que, no universo da comunicação e da publicidade, a realidade não é o existente, mas o que é transmitido pelos meios de comunicação. Por meio de uma série de imagens e mensagens, constroi-se uma realidade aceita e difundida por seus expectadores.

Consultoria Débora C. de Carvalho
mestre em Sociologia pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da UNESP

segunda-feira, 29 de março de 2010

Fichamento: ANTROPOLOGIA DA POLÍTICA - KARINA KUSCHNIR




FICHAMENTO

KUSCHNIR, Karina. Antropologia da Política. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2007.

Por Pedro Jorge Chaves Mourão, Mestrando do programa de Pós-graduação em Sociologia da Universidade Federal do Ceará (UFC).

INTRODUÇÃO

Antropologia política ou antropologia da política? A diferença entre as duas alternativas é que, na primeira “política corre o risco de ser entendida de forma adjetivada, enquanto na segunda é claramente compreendida como objeto de pesquisa. A mudança na denominação do campo indica a preocupação dos antropólogos em não confundir os dados do material etnográfico com a posição ideológica dos pesquisadores. p.10

HISTÓRIA DE UM CAMPO DE ESTUDOS

Em contraposição aos africanistas, Leach defendia a tese de que certas sociedades, pautadas pela convivência de culturas e visões de mundo heterogêneas, são estruturalmente instáveis, o que poderia ser mais bem observado em um processo histórico, e não apenas a partir de uma visão voltada para o presente.p.14

(...) um poder que se exercia em nome do grupo com a finalidade de perpetuar o caráter igualitário das relações sociais.p.18

ANTROPOLOGIA DA POLITICA NO BRASIL
(...) deve-se chamar atenção não tanto para a dimensão individual...








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PARA BAIXAR O DOCUMENTO INTEIRO CLIQUEI AQUI: 
http://www.4shared.com/document/Qfxq0fix/FICHAMENTO_KUSCHNIR_Karina_Ant.html

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quinta-feira, 25 de março de 2010

A Ambivalência de Homi Bhabha



Interrogando a identidade

Homi K. Bhabha

Comentário: Sabine Mabordi (UBC - University of British Columbia)

Tradução do comentário: Mariana Lustosa (UFRGS)

A Ambivalência de Homi Bhabha

"Se o epistemológico inclina-se a uma 'representação' de seu referente, antes que à performatividade, o enunciativo tende repetidamente a 'reescrever' e a resituar a reivindicação à prioridade cultural e antropológica (Alta/Baixa; Nossa/Deles) no ato de revisão e hibridação das hierarquias sentenciosas estabelecidas, da localidade e das expressões do cultural" (BHABHA, 1985, p.57).

Homi Bhabha, que nasceu na Índia e leciona na Inglaterra e nos Estados Unidos, desenvolveu sua noção de hibridismo nos seus trabalhos sobre o discurso colonial. Em seu texto mais importante sobre o assunto, Signs Taken for Wonders: Questions of Ambivalence and Authority under a Tree Outside Delhi, May 1817 , o autor reconhece influências de Foucault, Derrida, Freud e Fanon, mas não menciona nem por uma vez Bakhtin, de quem o conceito de hibridismo foi claramente emprestado (1). Em um artigo publicado oito anos antes, Culture's in Between, Bhabha ocasionalmente revela estar ciente do hibridismo na obra de Bakhtin e nos permite inferir, indiretamente, a influência deste no seu desenvolvimento do conceito (BHABHA, 1993, p.212).

O hibridismo de Bhabha parece implicar os dois: uma condição e um processo. É uma condição do discurso colonial na sua enunciação, dentro da qual a autoridade colonial/cultural é construída em situações de confronto político entre posições de poderes desiguais. É também um processo de negociação cultural (como posteriormente García Canclini demonstra), ou, no que poderia ser entendido como um lapso foucaultiano e freudiano/lacaniano, "um modo de apropriação e de resistência, do pré-determinado ao desejado" (BHABHA, 1994, p.120).

Para Bhabha, o hibridismo é uma ameaça à autoridade cultural e colonial, subvertendo o conceito de origem ou identidade pura da autoridade dominante através da ambivalência criada pela negação, variação, repetição e deslocamento. É também uma ameaça porque é imprevisível. Mas o autor adverte, em trabalhos posteriores, que não é nem o Eu, nem o Outro. Bhabha repete numerosas vezes essa descrição intrigante do hibridismo: "é menos que um, e o dobro", provavelmente referindo-se às suas características discursivas como parciais, mas reafirmando-as no sentido bakhtiniano. Esses traços do hibridismo fazem com que este transgrida todo o projeto do discurso dominante e exija o reconhecimento da diferença, questionando e deslocando "o valor do símbolo para o sinal" do discurso autoritário (BHABHA, 1994, p.113).

Provavelmente a característica mais marcante e problemática do hibridismo de Bhabha é a sua ambivalência, a qual não permite que o mesmo solucione tensões entre culturas, assim como o híbrido bakhtiniano não soluciona o conflito entre as duas consciências no enunciado. O conceito de ambivalência permeia os escritos teóricos de Bhabha, e sua análise é baseada numa clara distinção entre a diversidade cultural - definida como uma categoria - e a diferença cultural - definida como um processo.

"Se a diversidade cultural é uma categoria da ética, da estética ou da etnologia comparativas, a diferença cultural é um processo de significação através do qual enunciados sobre ou em uma cultura diferenciam, discriminam e autorizam a produção de campos de força, referência, aplicabilidade e capacidade” (BHABHA, 1994, p.34).

Tendo Bhabha estabelecido que está interessado no conceito de diferença cultural, e não no de diversidade, ele sugere que "se focalize o problema da ambivalência da autoridade cultural" (BHABHA, 1994, p.34). Essa ambivalência, ou pensamento ambíguo,
"... é tornada viável somente através da estratégia de contradição ... a qual requer uma teoria da 'hibridação' de discurso e de poder que é ignorada por teóricos que se ocupam da luta por 'poder', mas o fazem simplesmente como os puristas da diferença” (BHABHA, 1994, p.111). (2)

Numa discussão importante sobre as contribuições de Bhabha para a teoria crítica, na qual ele analisa a ambivalência da crítica indiana, Robert Young pergunta, com o seu inimitável senso de humor, se ela está "sendo usada como um modelo, ou ... uma forma de imitação, hibridismo, duplicação fantasmagórica e imaterial que personifica a duplicidade do próprio nome de Bhabha?" (YOUNG, p.156).

O próprio Young oferece uma crítica ambivalente do trabalho de Bhabha. Ele o acusa de mover conceitos como o fetichismo para a imitação, hibridação e paranóia, mas, em seguida, parece elogiá-lo por não permitir a retificação desses conceitos. Young acredita que Bhabha é negligente ao indicar tanto as fontes teóricas desses termos (assim como o próprio elo teórico entre eles) quanto as culturas aos quais eles se aplicam. Há um progresso político e teórico no trabalho de Bhabha, sugere Young, com a introdução da hibridação - um avanço no conceito de imitação -, uma vez que esta "permite uma forma de subversão ... que transforma as condições discursivas de domínio no princípio da intervenção" (YOUNG, p.112).

Mas se a hibridação tornou-se agora o ponto de resistência, Young prevê a volta do problema da intervenção individual enquanto essência estática, a qual Bhabha criticou na obra de Edward Said, Orientalism . O conceito "imitação" sugerido por Bhabha substituiu o de intervenção, transformando-o em ambivalente, incerto, impossível de se definir. Entretanto, agora que Bhabha introduz o "nós" com a asserção da resistência ("Então as palavras do mestre transformam-se no lugar da hibridação - o sinal subordinado e guerreiro do nativo -, então poderemos não só ler as entrelinhas mas também buscar mudar a freqüentemente coerciva realidade que elas claramente contêm) (BHABHA, 1994, p.121). Young questiona o "quem" e o "quando" do "nós". Quando a resistência tornou-se articulada, pergunta ele: naquele momento, ou mais tarde, quando o crítico lê o texto colonial? Há consciência por parte dos colonizados quanto ao potencial subversivo da hibridação e, portanto, habilidade para ele/ela agir, ou apenas o crítico pode percebê-lo e avaliá-lo? Young mostra que prefere a ambivalência anterior da intervenção na imitação àquilo a que ele se refere como este "topos politicamente mais convencional", o qual ele atribui à hibridação (YOUNG, p.149). O autor critica a hibridação porque encontra contradições na sua teorização, já que a ambivalência é tanto a condição como o efeito da situação colonial.

Além disso, Young sugere que, por implicação, tanto o conhecimento do colonizador quanto o do colonizado são "puros", e, entretanto, isso contradiz a ambivalência encontrada na condição do colonial. Ele presume que essas dificuldades acarretaram o desaparecimento da hibridação no trabalho de Bhabha, concluindo com uma aparente aprovação da ambivalência de Bhabha, não só como uma característica da condição colonial - a qual produz uma negação da autoridade colonial -, como também como um princípio teorizante, que desestabiliza e rejeita a autoridade e a historicidade do discurso ocidental hegemônico. Seja como um tributo, como sua própria estratégia de subversão, ou como o resultado da complexidade e/ou confusão na obra de Bhabha, Young consegue ser tão ambivalente quanto o objeto ambivalente de sua crítica.

Em 1993, três anos após a publicação de White Myhtologies , Bhabha escreveu um pequeno artigo para a revista Artforum , onde seu conceito de hibridismo - o qual Young pensou estar morto em função das dificuldades teóricas não resolvidas - reapareceu numa discussão sobre multiculturalismo. Nesse artigo, Bhabha resume a elaboração do híbrido de Bakhtin e, então, a sua própria noção de hibridismo. Numa aparente resposta ao questionamento de Young quanto à especificidade do texto colonial, a autoridade colonial aqui foi substituída pela "autoridade cultural" como um todo (BHABHA, 1993, p.212). Entretanto, com essa substituição, Bhabha cai numa generalização ainda maior. Esta mudança gera uma preocupação que é compartilhada por Ania Loomba - uma crítica indiana que leciona neste mesmo país - e Young: a elaboração de uma teoria geral do colonialismo baseada em eventos específicos (3). Loomba adverte que "o hibridismo da enunciação expande-se até se tornar a característica definitiva de toda (a ênfase é minha) autoridade colonial; em qualquer lugar, a qualquer hora" (LOOMBA, p.309).

No mesmo parágrafo dedicado ao hibridismo, Bhabha toca aparentemente, mais uma vez, em outro importante aspecto do questionamento crítico de Young: estratégia e intervenção. Ele define hibridação como uma estratégia de negociação (discursiva). Mas esta nem aparece diferente de descrições prévias, nem mostra sinais mais claros de eficiência. Quanto às intervenções, estas são criadas a partir daquele processo de negociação e caracterizadas como intervenções espaçadas, "as quais encontram sua voz numa dialética que não busca supremacia ou soberania cultural" (BHABHA, 1993, p.212) (4). Resta saber se esta caracterização elimina qualquer essencialismo possível e restitui a ambivalência à intervenção, e se acaba com quaisquer dúvidas que Young pode ter sobre o assunto.

Se a linguagem de Bakhtin é, por algumas vezes, pesada e confusa, o discurso de Homi Bhabha é extraordinariamente difícil e enganoso (5). Enquanto Arik Dirlik refere-se a Bhabha como "um mestre da mistificação política e da ofuscação teórica," (6) Robert Young sugere que Bhabha produz "desorientação e confusão", provavelmente "imitando" o discurso colonial como sua própria estratégia de negação da sua autoridade e a do próprio autor (7).

REFERÊNCIAS:

*BHABHA, Homi. "Signs Taken for Wonders: Questions of Ambivalence and Authority under a Tree Outside Delhi , May 1817", in Critical Inquiry , 12, 1985.

____ . "Culture's in Between". Artforum , September, 1993: 167-214.

____ . The Location of Culture . London : Routledge, 1994.

* LOOMBA, Ania. "Overworlding the ' Third World '." Patrick Willimas and Laura Chrisman eds. Colonial Discourse and Post-Colonial Theory . New York : Columbia University Press, 1994: 305-323.

* YOUNG, Robert. White Mythologies: Writing History and the West . London: Routledge, 1990.


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(1)Esse artigo apareceu primeiramente na publicação da Universidade de Chicago, Critical Inquiry , em 1985, sendo reproduzido com algumas mudanças no livro The Location of Culture , de Bhabha, publicado em 1994. Irei, portanto, retirar citações do livro e não do artigo prévio.

(2)É interessante notar que aqui Bhabha substituiu o objeto de seu ataque, os "pós-estruturalistas ocidentais" do seu artigo original de 1985, pela palavra mais generalizada "teóricos".

(3)Ver o artigo Overworlding the ' Third World ' , de Ania Loomba.

(4)A introdução da palavra "dialética", aqui, é intrigante. Para Bakhtin, como James Clifford salienta em The Predicament of Culture (p.43): "dialógico ... não é reduzível de dialética". Estará Bhabha utilizando os termos alternadamente? Ou o termo "hibridismo" estará sendo usado para solucionar diferenças?

(5)Numa conferência, em 1990, ele respondeu a um comentário vindo da platéia sobre a "repulsiva dificuldade" de sua palestra: "Eu não posso me desculpar pelo fato de que você achou meu artigo completamente impenetrável. Eu o escrevi com plena consciência: eu tinha um problema e o resolvi. E se algumas pessoas entenderam o que estou dizendo, eu fico feliz". Em Cultural Studies , 1992, p.67.

(6)Ver The Postcolonial Aura: Third World Criticism in the Age of Global Capitalism (1994, p.333, n.6). Ania Loomba é mais específica na sua crítica à mistificação de Bhabha. Ela salienta, além de outros aspectos questionáveis de seu trabalho, que: "... a incerteza de sua linguagem e de sua construção ... está em si aberta à crítica ao trabalho que intenciona ser político e intervencionista" (1994a, p.308).

(7)Ver White Mythologies (1990, p.156).
FONTE:
http://pracriticar.blogspot.com/2007/11/ambivalncia-de-homi-bhabha.html


 FAÇA O DOWNLOAD DE UMA ENTREVISTA DADA POR ELE

- BHABHA, Homi, O Terceiro Espaço. Entrevista a Jonathan Rutherford, Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, No. 24, 35-41, 1996. -> http://www.4shared.com/file/249456694/4ff952e7/_BHABHA_Homi_O_Terceiro_Espao_.html

sábado, 20 de março de 2010

Y: O Último Homem, a melhor história que li no últimos tempos


Y : The Last Man (no Brasil conhecido como Y: O Último Homem) é uma série de HQ escrita por Brian K. Vaughan e publicada pela editora Vertigo em 60 edições, sobre o único homem sobrevivente de uma súbita, espontânea e simultânea morte de todos os seres do planeta com cromossomo Y, humanos e animais. A série foi aclamada pelo público e pela crítica especializada.


Enredo

Em 17 de Julho de 2002, algo (possivelmente uma peste) mata simultaneamente todos os mamíferos que possuem um Cromossomo Y - incluindo embriões, óvulos fertilizados e esperma. As únicas exceções são Yorick Brown, um jovem ilusionista e seu Macaco Capuchinho, chamado  Ampersand.
A sociedade é jogada no caos quando as suas infraestruturas colapsam e as mulheres sobreviventes tentam lidar com a perda dos homens, sua culpa de sobreviventes, e o conhecimento de que a humanidade está fadada à extinção. Vaughan descreve meticulosamente a sociedade que emerge desse caos, da conversão do fálico Monumento de Washington em um monumento em memória aos homens mortos, até a gênese das fanáticas Filhas das Amazonas, que acreditam que a Mãe Natureza se limpou da aberração do cromossomo Y.
Durante sua jornada, Yorick e seus amigos descobrem como a sociedade lidou com as consequencias da peste. Entretanto, muitas das mulheres que eles encontram tem  interesses escusos em relação a Yorick.
 Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Y:_The_Last_Man


CLIQUE AQUI PARA FAZER DOWNLOAD DA HISTÓRIA:
http://hqvertigem.blogspot.com/search/label/Y%20-%20The%20Last%20Man

terça-feira, 16 de março de 2010

DOIS PERDIDOS NUMA NOITE SUJA – INCURSÕES ETNOGRÁFICAS SOBRE PRÁTICAS DE HOMOSSOCIABILIDADE NA METRÓPOLE CEARENSE.

  
DOIS PERDIDOS NUMA NOITE SUJA
– INCURSÕES ETNOGRÁFICAS SOBRE PRÁTICAS DE HOMOSSOCIABILIDADE NA METRÓPOLE CEARENSE.








 Autores:
Erivaldo Teixeira  (Graduando em Ciências Sociais na Universidade Estadual do Ceará – UECE/Fortaleza - e-mail:erivestt@hotmail.com)

Cristian Paiva  (Professor do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da UFC/Fortaleza, Orientador da pesquisa – e-mail:
cristianpaiva@uol.com.br)

O transitar durante o dia pelas ruas de Fortaleza, em especial pelo centro da cidade,
num ínterim driblando o calor, nem sempre permite olhares mais apurados para as tramas
de interação ali vivenciadas. À boca da noite, abrem-se outras temporalidades e regimes de
visibilidade, constituindo territórios em desalinho, em torno de cujos rastros voltam-se as
lentes desta investigação, em busca de boas garimpagens conceituais que permitam dar
conta do que se passa nas cartografias noturnas do centro. Este texto foi originado a partir
de incursões etnográficas de caráter intensivo em uma das manchas morais (PARKER,
2002; MAGNANI, 2003) de boemia no centro da metrópole cearense, na qual se
espacializam práticas de sociabilidade homoerótica, dispondo de forma borrada diversas
manifestações do desejo homossocial (SEDGWICK, 2007, 1985), as quais desafiam as
demarcações identitárias do coletivo LGBTT, permitindo configurar sub-identidades com
escassa inteligibilidade política e acadêmica, mas profundamente arraigadas na cultura
sexual brasileira e nordestina. A busca de inserção nesses territórios, tomados como
configurações de espaço-tempo praticados por sujeitos e mediados por linguagens,
silêncios e códigos de interação, na tentativa de elucidações bem chegadas, pretende dar
conta de um nível de investigação capaz de aproximar-se das práticas de subjetivação, de
espacialização do desejo e dos borramentos identitários naqueles contextos, focalizando as
interações sexuais e afetivas entre homens.
Uma das inquietações no decorrer da trama da pesquisa consistiu em buscar o
entendimento dessas “identidades embaçadas”, mais precisamente que tipos de
sociabilidades ou recortes são elaborados, elegendo como eixo analítico e metodológico as
práticas homossociais e as “sociações” (no sentido de Simmel) que se processam num
ambiente de freqüência homoerótico no centro da cidade. Esse “centro” que possui um...

CLIQUE AQUI PARA FAZER O DOWNLOAD DO ARTIGO: http://www.pos.ufs.br/antropologia/seminario_seciri/down/GT_01/Erivaldo_Teixeira.pdf

TRABALHO PUBLICADO NOS ANAIS ELETRÔNICO:


SEMINÁRIO DE ESTUDOS CULTURAIS, IDENTIDADES E RELAÇÕES INTERÉTNICAS
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE

SÃO CRISTÓVÃO, DIAS 05, 06 E 07 DE AGOSTO DE 2009

quinta-feira, 11 de março de 2010

Entrevista com Chico de Oliveira

Chico de Oliveira comenta o momento que atravessa a esquerda brasileira e o que significa uma candidatura como a de Ivan Valente do PSOL neste contexto. 




Quem é Chico de Oliveira?

Chico de Oliveira (Recife, 7 de novembro de 1933) é um sociólogo brasileiro, um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores.
Formou-se em Ciências Sociais na Faculdade de Filosofia da Universidade do Recife, atual Universidade Federal de Pernambuco.
Professor aposentado de Sociologia do Departamento de Sociologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP), foi um dos fundadores do Cebrap. Coordenador-executivo do Centro de Estudos dos Direitos da Cidadania - Cenedic - da USP, deixou o Partido dos Trabalhadores e recentemente filiou-se ao PSoL (Partido Socialismo e Liberdade).
Em 25 de agosto de 2006, foi-lhe concedido o título de doutor honoris causa na Universidade Federal do Rio de Janeiro, por iniciativa do Instituto de Economia da UFRJ.
Em 28 de agosto de 2008, foi outorgado o título de professor emérito pela FFLCH-USP.
Atualmente é candidato a reitor da USP, representando a chapa de oposição. Contudo, não poderia se eleger segundo o estatuto da Universidade, pois é aposentado.

sábado, 6 de março de 2010

Entrevista com Francisco Carlos Garisto

Entrevista do Garisto para a TV União no mês de Junho 2009
Está é a primeira parte.Sua infância.Esquadrão da Morte em SP e a entrada na Polícia Federal.



http://www.youtube.com/watch?v=rMwCxgpx0Wg&feature=PlayList&p=C95D4C07C09913D5&index=0&playnext=1

Francisco Carlos Garisto é Policial Federal, Bacharel em Direito e Jornalismo. Fundador e Ex-Presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais e do Sindicato dos Servidores da PF no Estado de S.Paulo.Graduado na Área de Administração de Segurança Pública. Palestrante no NEV/ USP-Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo - Membro de Investigação Nomeado da CPI do Narcotráfico-Membro Nomeado da CPI do Orçamento do Congresso Nacional - Palestrante Convidado da CPI do Tráfico de Armas. Atualmente é Pres.da ABRAPF-Associação Brasileira dos Agentes da Polícia Federal.

sexta-feira, 5 de março de 2010

FGF TV - Programa DESTAQUE 08/10/2008

A FGF, Faculdade Integrada da Grande Fortaleza, exibe o programa DESTAQUE com apresentação da aluna de jornalismo da FGF Amanda Ávila e o convidado Cesar Barreira, Sociologo e Coordenador do Laboratório de Estudos da Violência da UFC.